3 falhas de fixação que podem aumentar o custo da sua obra — e como evitá-las

8 de outubro de 2026

O fixador é um dos componentes de menor custo em uma cobertura, mas pode ter um impacto técnico muito maior do que seu valor representa. Parafusos e outros elementos de fixação correspondem a uma pequena parcela do custo total da obra, porém são responsáveis por manter unidos componentes essenciais, como perfis, telhas, subsistemas e fechamentos.

 

Quando a especificação não considera corretamente fatores como aplicação, material, ambiente de exposição e desempenho esperado, os problemas podem surgir somente meses ou anos depois. Corrosão, infiltração, afrouxamento, perda de desempenho e manutenção corretiva são algumas das consequências que podem gerar retrabalho e custos não previstos no projeto.

A maior parte dessas falhas pode ser evitada ainda na etapa de especificação.

Neste artigo, apresentamos três problemas recorrentes relacionados à fixação na construção civil, explicamos por que eles acontecem e mostramos quais critérios devem ser considerados para reduzir riscos e aumentar a durabilidade da aplicação.

Ao final, você também encontrará um checklist prático de especificação e a possibilidade de avaliar sua aplicação junto a uma equipe técnica especializada.

 

Falha 1: Proteção anticorrosiva inadequada reduz a durabilidade da fixação

Em obras expostas a ambientes agressivos, o sistema de fixação merece atenção especial. Perfis galvanizados, telhas revestidas e outros componentes normalmente contam com proteção anticorrosiva própria. O fixador, por sua vez, está diretamente exposto ao ambiente e faz parte de uma região crítica da montagem, onde diferentes materiais, revestimentos e condições de instalação se encontram.

Dois cenários exigem cuidado especial. Em regiões litorâneas, a presença de cloretos na atmosfera acelera os processos corrosivos. Já em ambientes industriais, contaminantes atmosféricos, umidade e agentes químicos podem aumentar significativamente a agressividade sobre superfícies metálicas.

Por isso, a escolha do fixador não deve considerar apenas dimensão, geometria ou capacidade mecânica. A proteção anticorrosiva precisa ser compatível com o ambiente de aplicação.

Ensaios laboratoriais ajudam a comparar e validar esse desempenho. O ensaio de névoa salina (Salt Spray) avalia a resistência do sistema de proteção em uma atmosfera salina controlada. Já o ensaio Kesternich submete o material a ciclos em atmosfera úmida contendo dióxido de enxofre (SO₂), permitindo avaliar seu comportamento em condições associadas a ambientes industriais agressivos.

Na Manzato, a linha Aluseal® Super alcança 1.500 horas em ensaio de Salt Spray e 20 ciclos Kesternich, oferecendo elevado nível de proteção anticorrosiva para aplicações em ambientes de maior agressividade.

Já a linha ZFS atende a 1.500 horas em Salt Spray e 10 ciclos Kesternich, combinando alta resistência à corrosão com uma proposta competitiva para aplicações que exigem desempenho superior ao de soluções convencionais disponíveis no mercado.

A linha Inoxcap complementa o portfólio para aplicações em regiões litorâneas e ambientes de maior agressividade, ampliando as possibilidades de especificação conforme as condições reais de exposição da obra.

Na hora de especificar, não considere apenas a descrição comercial do revestimento. Solicite os resultados dos ensaios, entenda as condições em que foram realizados e escolha a proteção adequada ao ambiente da obra.

Uma especificação correta reduz o risco de corrosão prematura, retrabalho e manutenção não prevista.

 

Falha 2: Vedação inadequada e perda de desempenho em coberturas

Em telhados e fechamentos metálicos, cada ponto de fixação também representa um potencial ponto de entrada de água. Quando a vedação é inadequada ou o conjunto de fixação não está corretamente especificado, a infiltração pode atingir componentes internos da cobertura e da estrutura.

Muitas vezes, o dano se manifesta longe do ponto de origem, tornando a identificação da causa e a manutenção mais complexas e onerosas.

Um erro comum é tratar a arruela como um simples acessório. Na prática, ela exerce uma função importante no desempenho do sistema de fixação.

As arruelas de vedação em EPDM contribuem para a estanqueidade do ponto de fixação, promovendo a vedação entre o parafuso e a superfície da telha.

Já as arruelas BW, compostas por alumínio e EPDM, proporcionam maior área de apoio e melhor distribuição dos esforços, contribuindo para a estabilidade do conjunto quando corretamente especificadas e instaladas.

 

Na especificação, não avalie apenas o parafuso. Considere o sistema completo: fixador, arruela, material da cobertura, espessura do substrato e condições de instalação.

É a combinação correta desses elementos que contribui para uma fixação segura, estanque e durável.

 

Falha 3: Fixação em concreto mal dimensionada compromete todo o conjunto

Na fixação de terças e outros elementos diretamente em concreto, escolher o parafuso apenas pelo diâmetro ou comprimento pode resultar em uma aplicação inadequada.

O desempenho da fixação depende de um conjunto de fatores, como tipo e resistência do concreto, profundidade de ancoragem, espessura da peça a ser fixada, distância das bordas, espaçamento entre fixadores e esforços atuantes na aplicação.

Um dos erros mais comuns é utilizar um fixador com comprimento insuficiente para a montagem. Parte do comprimento do parafuso é consumida pela espessura da terça, chapas, arruelas e demais componentes do conjunto.

Com isso, a profundidade efetiva de ancoragem no concreto pode ser menor do que a necessária para o desempenho esperado.

O problema também pode ocorrer no sentido contrário: simplesmente aumentar o diâmetro ou o comprimento do fixador não significa, por si só, obter uma fixação melhor.

É necessário avaliar as características do substrato e as condições reais da aplicação para definir uma solução compatível com os esforços previstos.

Além da especificação correta, a instalação influencia diretamente o desempenho. Diâmetro e profundidade da furação, posicionamento do fixador e procedimento de instalação precisam seguir as recomendações técnicas do produto para que a fixação trabalhe conforme projetado.

Na hora de especificar uma fixação em concreto, não considere apenas o comprimento total do parafuso. Avalie quanto dele estará efetivamente ancorado no substrato e se essa profundidade é compatível com as condições da aplicação.

Uma solução corretamente dimensionada reduz riscos de perda de desempenho, retrabalho e uso desnecessário de pontos adicionais de fixação.

 

Checklist de especificação: 6 pontos antes de fechar o pedido

Antes de aprovar um fixador para sua obra, verifique:

  1. Aplicação e esforços previstos: O fixador deve ser compatível com as cargas, materiais e condições definidas no projeto.
  2. Proteção anticorrosiva adequada ao ambiente: Avalie a exposição da obra e os resultados de ensaios como Salt Spray e Kesternich, quando aplicáveis.
  3. Sistema de vedação correto: Em coberturas e fechamentos, considere não apenas o parafuso, mas também a arruela e os componentes responsáveis pela estanqueidade da fixação.
  4. Compatibilidade com o substrato: Para fixações em concreto, verifique diâmetro, comprimento, profundidade efetiva de ancoragem e características do material base.
  5. Qualidade e rastreabilidade: Verifique se o fabricante possui controle de processo, identificação de lote e critérios consistentes de inspeção.
  6. Suporte técnico do fabricante: Aplicações diferentes exigem soluções diferentes. Ter acesso a uma equipe técnica ajuda a definir o fixador mais adequado e reduzir riscos de especificação.

 

Uma boa especificação não começa pelo código do produto, mas pelas condições reais da aplicação. Na Manzato, o controle do processo produtivo, a rastreabilidade e o suporte técnico permitem avaliar cada necessidade considerando desempenho, ambiente e condições de instalação.

 

Avalie sua aplicação com a nossa equipe na FENACOM 2026

Leve sua aplicação para conversar com quem desenvolve e fabrica soluções de fixação.

Entre os dias 20 e 22 de outubro, a Manzato estará na FENACOM 2026, na Expoville, em Joinville/SC.

Você poderá nos encontrar no Estande 168, em espaço compartilhado com a PERFILOR.

Nossa equipe comercial e técnica estará disponível para conversar sobre aplicações reais da construção civil.

Traga seu desenho, especificação, amostra ou dúvida de aplicação para avaliarmos aspectos como:

  • proteção anticorrosiva adequada ao ambiente;
  • soluções de fixação e vedação para coberturas e fechamentos;
  • fixação de terças em estruturas metálicas, madeira ou concreto;
  • dimensionamento e escolha do fixador mais adequado para cada situação.

 

Fale com nossa equipe e combine o melhor dia e horário para sua visita ao Estande 168.

A entrada da feira é gratuita mediante inscrição em fena.com.br.

 

Perguntas frequentes

Qual proteção anticorrosiva devo considerar em regiões litorâneas?

Em ambientes com elevada presença de cloretos, a escolha deve considerar o nível de agressividade da aplicação e o desempenho exigido para o fixador.

A Manzato conta com diferentes soluções para esses cenários, incluindo a linha Inoxcap, indicada para aplicações em regiões litorâneas e ambientes de maior agressividade, além da Aluseal® Super, com 1.500 horas em Salt Spray e 20 ciclos Kesternich, e da ZFS, com 1.500 horas em Salt Spray e 10 ciclos Kesternich.

 

A arruela influencia realmente na vedação da cobertura?

Sim. A arruela faz parte do sistema de fixação e tem papel importante na estanqueidade do ponto instalado.

Arruelas em EPDM auxiliam na vedação entre o fixador e a telha, enquanto soluções como as arruelas BW, compostas por alumínio e EPDM, proporcionam maior área de apoio e contribuem para uma distribuição mais adequada dos esforços.

 

Como escolher o comprimento correto de um fixador para concreto?

O comprimento total do parafuso não deve ser analisado isoladamente.

É necessário considerar a espessura da peça que será fixada, arruelas e demais componentes da montagem para determinar quanto do fixador efetivamente ficará ancorado no concreto.

A profundidade de ancoragem, o tipo de concreto, as distâncias de borda e os esforços da aplicação também devem fazer parte da especificação.

 

O mesmo parafuso pode ser utilizado em qualquer tipo de terça?

Não. A solução deve considerar se a terça ou o substrato é de aço, madeira ou concreto, além das respectivas espessuras, resistência dos materiais e condições de instalação.

A geometria e a capacidade de perfuração ou ancoragem do fixador precisam ser compatíveis com a aplicação.

 

Vai à FENACOM 2026?

Converse com a equipe Manzato no Estande 168 e leve sua aplicação para uma avaliação técnica.

20 a 22 de outubro · Expoville · Joinville/SC